"De tudo escrito, amo apenas o que se escreve com o próprio sangue."

Descobrindo como viver

Como viver? Desde o início da história da filosofia essa pergunta tem gerado reflexões. Muitos pensadores a responderam citando Deus ou levando em conta uma vida em sociedade a ser preservada.

Deus sendo uma entidade criada pela imaginação humana não tem poder real de punir ou recompensar o comportamento. No entanto, outros homens, em nome de Deus ou de qualquer outra invenção, o possuem. Invenções, aqui eu falo, podem ser as instituições, o estado, a religião e a própria aceitação social. Elas limitam o agir individual a partir de um consenso coletivo: decidimos que roubar é pecado, portanto puniremos quem roubar. A punição do mais fraco pelas regras do mais forte é o limitador das nossas ações.

Dado esse limitador, eu acredito que viver é fazer aquilo que se deseja. Crescer, criar, expandir, multiplicar, gozar. Assim que temos que viver. Todos os seres vivos existem nessa lógica, inclusive os seres humanos. A grande diferença é que o ser humano possui algo incrível chamado razão. A razão nos ajudou a criar camadas de ficções para ocultar a nossa biologia. Algumas dessas ficções foram usadas para suprimir os fortes e assegurar os mais fracos de que eles também poderiam, pelo menos um pouco, crescer, expandir, multiplicar, etc.

Mas será que nós somos fracos para ter necessidade de impedir o crescimento de outros para conseguir viver? Ou fomos convencidos da nossa fraqueza para que não nos desenvolvamos? O que eu estou fazendo a cada dia para crescer mais, criar mais, consumir mais, viver mais? Ando me fazendo essas perguntas, e elas estão me ajudando a descobrir de que forma eu gostaria de viver.

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